Ocupação no Itaú Cultural apresenta a Macalândia de Macalé

Entrada da Ocupação Jards Macalé. Foto Alê dos Santos

Entrada da Ocupação Jards Macalé. Foto Alê dos Santos

Jards Macalé não conseguiu atingir a fama de seus contemporâneos, Bethânia, Caetano, Gil ou Chico Buarque, mas que o conhece sabe que não é por falta de talento. Sua irreverência sempre se sobressai, mas lírica caiu nas graças de outros artistas, Jards já foi regravado por Gal Costa, Frejat, O Rappa, Maria Bethânia, Clara Nunes, entre outros nomes. Muitas dessas composições foram com o amigo Wally Salomão (1943/2003).

Com treze álbuns nas costas, Jards também foi um grande produtor, suas mãos passaram pelo disco Transa (icônico na carreira de Caê) e do álbum Le-Gal, da diva Gal Costa. Também fez trilhas sonoras para diversos colegas, Nelson Pereira dos Santos, Glauber Rocha, Antônio Carlos Fontoura, etc.  Continuar lendo

Grande Hotel Budapeste é alento para uma tarde fria

Madame M. (Tilda Swinton) ao lado do conscerge Gustave H. (Ralph Fienes). Foto: Divulgação.

Madame M. (Tilda Swinton) ao lado do concierge Gustave H. (Ralph Fienes). Foto: Divulgação.

Se você já assistiu a algum filme de Wes Anderson, com certeza não vai ver absolutamente nada de novo no longa O Grande Hotel Budapeste. Mas isso, embora soe ruim, é na verdade um elogio. Wes criou uma linguagem própria, um humor diferente, que mistura uma estética antiga (seus filmes geralmente se apropriam de alguma coisa do passado, mesmo estando no presente), com uma narração sempre muito lúdica, muitas cores e uma mistura do real com o absurdo.

A fotografia é sempre algo para prestar atenção. Na cena em que entra no elevador vermelho com Madame M. (Tilda Swinton, realmente difícil de reconhecer), o “concierge” Monsieur Gustave H. (Ralph Fienes) veste roxo e os tons ajudam a dar mais dramaticidade às cenas, numa clara ligação ao kitsch (muito comum em outro cineasta, Pedro Almodóvar). Continuar lendo

Perfil: Pharrell Williams

Pharrell Williams

Pharrell para o The Guardian.

Para aqueles que não acompanham o mundo da música com tanta atenção, ver Pharrell Williams na crista da onda parece coisa de outro mundo. Muitos ainda se espantam ao descobrir sua idade. São 41 anos e aparência de um jovem de 20.

Foi depois da participação dele no single “Get Lucky” (e que ainda tem a lenda do funk Nile Rodgers), que muitos descobriram a sua existência. A superapresentação com os colegas franceses do Daft Punk, Nile e Stevie Wonder (veja abaixo) e o single “Happy” (lançado em um site especial, em que você conseguia ver várias pessoas dançando 24h sem parar, veja aqui), na trilha sonora da animação “Meu Malvado Favorito”, mostrou que se alguém quer um hit hoje não precisa fazer muita coisa, apenas descobrir qual é o telefone de Pharrell. Continuar lendo

Peça “Sit Down Drama” discute o limite da piada

Ator Danilo Grangheia interpreta o humorista Alves De, na peça Sit Down Drama

Ator Danilo Grangheia interpreta o humorista Alves De, na peça Sit Down Drama

Há limites para a piada? A pergunta entrou em voga após os brasileiros terem ficado chocados com um comentário feito por Rafinha Bastos, ao vivo, no programa CQC (Custe o Que Custar), na Band, sobre a cantora Wanessa (ex-Camargo) quando essa estava grávida, em 2011. Depois desse episódio, ele foi afastado da TV e ainda ganhou um processo.

Recentemente, em fevereiro deste ano, o humorista Fábio Porchat e sua família receberam ameaças após a divulgação do vídeo “Dura”, em que ele e o companheiro de “Portas dos Fundos”, Luis Lobianço, “davam um corretivo” em policiais que estavam dormindo numa viatura (confira aqui). A paródia recria o que muitas pessoas já passaram na pele, principalmente, nas periferias de grandes cidades.

Já que volta-e-meia o assunto retorna às manchetes de sites, jornais e revistas, assistir a peça de Eric Lenate, Sit Down Drama em cartaz no Sesc Consolação (Rua Doutor Vila Nova, 245) parece ser uma ótima indicação para conferir o assunto tratado como ele precisa, com humor e um tanto de seriedade. Mas não é. Continuar lendo

Filipe Catto no Memorial

1947685_808790899134640_1946356637_nAh sim, o show no dia 17 de março, mas eu só vim escrever hoje. O Memorial da América Latina estava celebrando 25 anos e por isso convidou Elba Ramalho, Filipe Catto e Marcelo Jeneci para show de graça no domingo, segunda e terça, respectivamente. Eu passei lá no show do Catto .

Já tinha visto o Filipe Catto ao vivo e não tinha gostado de nada. Fico feliz em dizer que a minha opinião mudou. Fiquei bastante impressionada com a potência vocal dele e como a voz muda entre o falar e o cantar. Fica mais fina, a la Ney Matogrosso. A interpretação dele também é forte e chama atenção. Não sei, percebi que ele é o tipo de cantor que se transforma quando começa a cantar. E não precisa ser muito esperto para notar isso.

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Móveis Coloniais de Acaju lança videoclipe (e filme)

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O grupo brasiliense Móveis Coloniais de Acaju lançou na manhã desta quarta-feira, dia 19 de março, o videoclipe da música “De Lá Até Aqui”, que faz parte do último disco, que leva o mesmo nome. As imagens do vídeo foram tiradas de um filme sobre a banda e sobre Brasília dirigido por José Eduardo Belmonte, intitulado Mobília em Casa.

O longa-metragem terá estreia oficial e nacional, no dia 11 de abril, no Cine Brasília (106/107  Sul), local que guarda uma das maiores telas do país e agora sem mofo, sem carrapatos e com cadeiras decentes para os visitantes. Para quem não estiver na capital federal, basta ligar a TV no Canal Brasil, que é com co-produziu o filme. O Mobília em Casa foi um projeto contemplado pelo Fundo de Apoio a Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

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Inside Llewys Davis – A Balada de um Fracassado

Inside Llewyn Davis

Logo que vi que este filme estava sendo produzido pelos Irmãos Coen, achei que poderia ser ótimo, embora seja uma pessoa bem pé atrás com essa dupla. Inside Llewys Davis  – Balada de um Homem Comum se passa em 1961, quando um jovem (não tão jovem) tenta ganhar a vida como cantor de folk.

Vamos contextualizar. Em 1961, na cidade de Nova York o folk estava começando a ganhar força, mas ainda não tinha a importância que nós sabemos que teve. Bob Dylan, por exemplo, só iria ganhar destaque dali há dois anos. Os Beatles já tinham começado sua carreira em Liverpool (Inglaterra), mas só chegariam nos Estados Unidos três anos depois, através do Ed Sullivan Show, em 9 de fevereiro de 1964.  Continuar lendo