Inside Llewys Davis – A Balada de um Fracassado

Inside Llewyn Davis

Logo que vi que este filme estava sendo produzido pelos Irmãos Coen, achei que poderia ser ótimo, embora seja uma pessoa bem pé atrás com essa dupla. Inside Llewys Davis  – Balada de um Homem Comum se passa em 1961, quando um jovem (não tão jovem) tenta ganhar a vida como cantor de folk.

Vamos contextualizar. Em 1961, na cidade de Nova York o folk estava começando a ganhar força, mas ainda não tinha a importância que nós sabemos que teve. Bob Dylan, por exemplo, só iria ganhar destaque dali há dois anos. Os Beatles já tinham começado sua carreira em Liverpool (Inglaterra), mas só chegariam nos Estados Unidos três anos depois, através do Ed Sullivan Show, em 9 de fevereiro de 1964. 

Ou seja, o que rolava nos bares americanos eram os grupos vocais, os ukeleles, os violões de poucos “folk-songers”. O primeiro grande ícone da juventude roqueira, Elvis Presley estava voltando da guerra…  E pode ser que eu tenha entendido errado, mas o filme erra neste ponto histórico, Elvis já não servia mais o exército em 61 e também não era um mero soldado, e sim, um sargento.

Sabendo de tudo isso, podemos entender melhor o personagem principal. Llewyn (Oscar Isaac) está tentando ganhar a vida neste novo mercado, dessa vez solo. Já que tinha um parceiro e se separou dele. O problema é que ele não consegue fazer uma coisa com que as pessoas se sintam tocadas. Na boa, achei as canções dele depressivas ou sem sentido.

O cara é um fracassado. Dorme nos sofás de quem pode. Dentro dos nomes que já  riscou do caderninho de telefone estão apenas alguns amigos com quem pode contar. A dupla Jean (Carrey Mulligan) e Jim (Justin Timberlake) já estão de saco cheio. Jean é quem mais pega no pé do rapaz sem endereço fixo ou telefono de contato.

A vida anda de mal a pior e ele não sabe o que fazer. Acaba conseguindo uma grana e aproveita uma viagem para Chicago, para conversar e mostrar seu trabalho a um figurão da música. No carro, um silencioso Johnny Five (o lindíssimo do Garrett Hedlund) e o músico Roland Turner (John Goodman). Nesse caminho, ele ainda tem que cuidar de um gatinho, que acaba em suas mãos sem que ele realmente queira.

O filme é o labirinto da vida de Llewys Davis. Um homem comum, sem muitas qualidades, mas cheio de defeitos. Gostei.

Ainda em tempo, assisti o filme em um lugar muito charmoso em SP, o Reserva Cultural, que fica na Av. Paulista, 900. Logo embaixo ou do lado da Casper Líbero, uma das melhores faculdades de comunicação do país. O Reserva, pela programação lembrará em Brasília o Cine Liberty, mas nem de longe tem a sofisticação do Reserva. O engraçado foi ver em cima uma galera de calça jeans, que toma cerveja no intervalo da aula e come uma traseira no bar da esquina e ali do lado, uma galera “sofisticada” bebendo vinho e conversando sobre arte. Adoro esses choques paulistanos. Fica a dica de um lugar para conhecer. Leve um casaco, porque o ar-condicionado come solto!!!

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