Grande Hotel Budapeste é alento para uma tarde fria

Madame M. (Tilda Swinton) ao lado do conscerge Gustave H. (Ralph Fienes). Foto: Divulgação.

Madame M. (Tilda Swinton) ao lado do concierge Gustave H. (Ralph Fienes). Foto: Divulgação.

Se você já assistiu a algum filme de Wes Anderson, com certeza não vai ver absolutamente nada de novo no longa O Grande Hotel Budapeste. Mas isso, embora soe ruim, é na verdade um elogio. Wes criou uma linguagem própria, um humor diferente, que mistura uma estética antiga (seus filmes geralmente se apropriam de alguma coisa do passado, mesmo estando no presente), com uma narração sempre muito lúdica, muitas cores e uma mistura do real com o absurdo.

A fotografia é sempre algo para prestar atenção. Na cena em que entra no elevador vermelho com Madame M. (Tilda Swinton, realmente difícil de reconhecer), o “concierge” Monsieur Gustave H. (Ralph Fienes) veste roxo e os tons ajudam a dar mais dramaticidade às cenas, numa clara ligação ao kitsch (muito comum em outro cineasta, Pedro Almodóvar).

Esta cena também revela do que se trata o filme. Um pequeno “lobby boy”, Zero Mustafá (Tony Revolori) é treinado pelo o concierge de um hotel muito importante, na  imaginária  república europeia de Zubrowka, em 1932. Gustave era um homem muito atencioso e prestava atenção aos mínimos detalhes, para que os hóspedes saíssem sempre muito satisfeitos. A ponto de saciar algumas das senhoras ali hospedadas. Uma delas é encontrada morta e ele é o suspeito número um.

Gustave H. e o fiel escudeiro, lobby boy (Tony Revolori). Foto: Divulgação

Gustave H. e o fiel escudeiro, lobby boy (Tony Revolori). Foto: Divulgação

Wes, como bem lembrou Phil Contrino, vice-presidente do site BoxOffice, para a Folha de S. Paulo: “(…) está entrando no território de Woody Allen. Estabeleceu uma marca e pode chamar atores do primeiro time para papéis pequenos”, ou seja a maioria dos atores. Bill Murray, Jason Schwartzman, Adrien Brody, Mathieu Almaric, Willem Dafoe, Jeff Goldblum, Jude Law, Harvey Kitel, Owen Wilson, Léa Seydoux, Fisher Steves e outros nomes, simplesmente tem aparições no longa. Alguns por mais tempo. Mas conseguir um time desse é realmente uma proeza. Coisa de cineasta consagrado. 

O filme trata uma série de assassinatos em uma coisa cômica e ainda traz alento aos corações, com uma história de amor entre o jovem lobby boy e a confeiteira, Agatha (Saoirse Ronan). Uma boa dica para os dias frios de São Paulo. 

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