Grande Hotel Budapeste é alento para uma tarde fria

Madame M. (Tilda Swinton) ao lado do conscerge Gustave H. (Ralph Fienes). Foto: Divulgação.

Madame M. (Tilda Swinton) ao lado do concierge Gustave H. (Ralph Fienes). Foto: Divulgação.

Se você já assistiu a algum filme de Wes Anderson, com certeza não vai ver absolutamente nada de novo no longa O Grande Hotel Budapeste. Mas isso, embora soe ruim, é na verdade um elogio. Wes criou uma linguagem própria, um humor diferente, que mistura uma estética antiga (seus filmes geralmente se apropriam de alguma coisa do passado, mesmo estando no presente), com uma narração sempre muito lúdica, muitas cores e uma mistura do real com o absurdo.

A fotografia é sempre algo para prestar atenção. Na cena em que entra no elevador vermelho com Madame M. (Tilda Swinton, realmente difícil de reconhecer), o “concierge” Monsieur Gustave H. (Ralph Fienes) veste roxo e os tons ajudam a dar mais dramaticidade às cenas, numa clara ligação ao kitsch (muito comum em outro cineasta, Pedro Almodóvar). Continuar lendo

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